* O Stress das Festas de Final de Ano

*Por Edla Zim

Quando jovem, o comportamento de mamãe me causava estranheza. Ela abriu mão quando comecei a “namorar firme” da minha companhia nos natais e nas festas de ano novo.

Na verdade,ela deixava os quatro filhos livres para escolherem a casa ou afesta da qual participar, pois na época, somente meu irmão mais novo ainda não tinha uma outra família que pudesse “disputar sua companhia”.

Perguntei porque agia assim? Então me falou de seus tempos difíceis. Segundo ela, a disputa era tão grande entre família materna e paterna que quando chegava a hora de comemorar, de celebrar, os nervos ficavam tão à flor da pele, que rezava para voltar rápido para casa.Ao invés de sorrisos, havia muita mágoa, lágrimas e ressentimentos. Comecei a observar isto com as pessoas que conviviam comigo no trabalho.

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O final de ano ia chegando e em outubro a preocupação era somente uma, ficar com quem no natal? Sim, porque quem ganhava a companhia no natal, tinha que abrir mão do reveion.

O que era para ser um período de festas, em muitas situações, era um prenúncio de confusões e preocupações. E as comemorações? Os eventos?  Final de ano para alguns era sinônimo de stress. Na empresa, incontáveis eventos. Festas de setores, festa do departamento, de diretoria e finalmente da empresa geral.

Amigos secretos no trabalho, na família e de amigos. Festas, reuniõese jantares.Com acompanhante ou sem acompanhante? Se sem acompanhante, um problema a mais em casa.

Presentear ou não presentear? Preço baixo ou preço alto para o presente? Se baixo, sabia-se que vinha bomba. Se alto, comprometia-se o orçamento, especialmente em época de crise. Mas, decepcionar quem você gosta ou gosta de você, nem pensar!

Por todas estas situações, presenciei muita angústia, muito sofrimento especialmente pelo comportamento obsessivo de algumas pessoas (especialmente mães e sogras), quando esta situação se estabelecia.Por quê disputar tanto a presença dos filhos, noras, genros e netos em suas festas?  Pergunto? À custo de quê, porquê e para quem?

Recentemente, uma pesquisa registrou que festas de final de ano, são motivos de stress moderado na vida de algumas pessoas.

Porque não deixar que cada um faça sua escolha? Se esta liberdade é oferecida, dificilmente a casa fica vazia. E se fica, a alegria volta logo. Em dose dupla, acredite!

E você, já passou por isto?

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* Edla Zim é Graduada em Administração de empresas, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Possui Pós Graduação em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Atuou quase 40 anos no mercado, dos quais 30 anos na empresa Tracebel Energia. Mas foi na família, que Edla conquistou sua maior formação e transformação. Palestrante de diversos temas voltados ao comportamento humano, família, mulheres, empresas e jovens.  

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