* Você já tocou na banda?

*Por Edla Zim

“Estava à toa na vida, o meu amor me chamou, pra ver a banda passar, cantando coisas de amor”.

Na verdade, a música foi dica de Marina para iniciar esta narrativa, depois de uma prosa e uma recordação muito boa. A letra acima, nos faz pensar embandas e amores que se reuniam na praça. Pois bem, a banda é o pano de fundo desta narrativa.

Na década de 70 quando fui morar em Braço do Norte, uma cidade pequena próxima daqui, tocar na banda do colégio era motivo de disputa. Meu sonho era tocar caixa, como minha melhor amiga, mas meu prestígio e aptidão permitiram tocar somente o surdo. Não era tudo o que sonhava, porém, o uniforme era lindo e igual para todos. Isto já me enchia de alegria.  Com um mestre exigente, não tínhamos tempo para erros. E quem se atreveria errar? Ensaios exaustivos, porém, divertidos. Eram verdadeiros momentos de alegria. Sabe,aquela alegria da reunião, do flerte, do namoro (para os mais velhos). Tocar na Banda do Colégio Dom Joaquim era motivo de orgulho. Aliás, a banda por si só, era um orgulho. Lembro aindahoje, do sufoco que era passar pela avenida no dia 7 de setembro, com suas laterais apinhadas de gente. E naquele meio, estavam os parentes, faceiros demais da conta com nossa performance. Mas,como achá-los no meio do povo? E se a baliza trocasse o movimento? E se errássemos o compasso? Não, era melhor não arriscar. Cabeça erguida para não correr riscos. Cabeça erguida pelo respeito (tá certo, até um pouco de medo), mas acima de tudo, pelo orgulho; que se desdobrava no instrumento, na roupa, na família, na escola e no conjunto. A composição era muito grande. Longe das bandas atuais.

Depois, mãe de dois filhos, era hora de ver a alegria deles correndo atrás da banda do CEDUP. Nos primeiros acordes, corriam pra varanda.  No outro ano, corriam pra calçada. Ano seguinte e com os amigos, corriam pela rua, atrás da banda.

 

 

ivanacoluna
* Edla Zim é Graduada em Administração de empresas, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Possui Pós Graduação em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Atuou quase 40 anos no mercado, dos quais 30 anos na empresa Tracebel Energia. Mas foi na família, que Edla conquistou sua maior formação e transformação. Palestrante de diversos temas voltados ao comportamento humano, família, mulheres, empresas e jovens.  

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