* STOP

* Por Edla Zim

Portão 4, embarque anunciado. Peguei meu livro para colocar a leitura em dia.  A Livraria mágica de Paris de Nina George era a leitura escolhida para esta viagem. Na sala de embarque do aeroporto lotado, observei distante de onde estávamos, uma única poltrona livre. O caminho para chegar até ela era difícil devido a inúmeras mochilas e malas dos passageiros que também aguardavam seus voos.  Muitas bagagens no chão e pouca vontade das pessoas. Com dificuldade e com muitos “com licença”, cheguei ao lugar desejado.

Aliás, para os muitos com licenças, um único sorriso de resposta foi me dado. Para os demais, a impressão que me dava era que eu estava atrapalhando as leituras no celular.

Quando me sentei e me ajeitei, percebi que aquela poltrona estava reservada pra mim. Tinha que ser minha. Na minha frente, pai e filha estavam concentrados escrevendo. O tamanho do bloco me chamou a atenção, como também, o estojo de lápis de cor e canetas coloridas, no colo da jovem. Achei diferente e como nenhum dos dois tinha um celular na mão, a cena já me encantou.

Quando abri o meu livro, escutei aquele STOP bem forte e imediato grito de espanto da filha como se dissesse: como? Não é possível? Acho que era isto que ela tentava dizer, pois falavam em alemão ou outra língua que não consegui identificar.

Quando ela colocou o bloco sobre as pernas, percebi na primeira coluna estava a palavra NAME, e puder perceber que a brincadeira era a nossa velha e popular STOP.

Mesmo sem entender uma única palavra, percebi que em alguns momentos, enquanto um soletrava o alfabeto e a letra escolhida era difícil, assim como no Brasil, eles também pulavam e começavam outra mentalização. Tal brincadeira me fez viajar para a cidade de Gramado, numa noite fria de 4º graus, onde tínhamos voltado do Festival de Publicidade.

Parte da turma preferiu ficar em volta da lareira na cabana que alugamos e STOP foi a brincadeira escolhida para o entretenimento.

Nunca, jamais esqueceremos o momento em que uma única colega gritou STOP  e todos nós não tínhamos entendido como pode ser tão rápida?

A letra era S e tínhamos ficado presos na cor. Mas ela não! Ela gritou STOP com um sorriso gigante que só perdeu para as gargalhadas, quando ela pronunciou a cor: SCARLAT.

E você,  lembra de brincadeiras que te tragam lembranças divertidas?

 

ivanacoluna* Edla Zim é Graduada em Administração de empresas, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Possui Pós Graduação em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Atuou quase 40 anos no mercado, dos quais 30 anos na empresa Tracebel Energia. Mas foi na família, que Edla conquistou sua maior formação e transformação. Palestrante de diversos temas voltados ao comportamento humano, família, mulheres, empresas e jovens.  

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