*Saga do enxoval 2

Saga do enxoval 2

Na crônica anterior, falei da logística que uma casa tinha que ter para guardar o enxoval das filhas. Sorte de meus irmãos, que minha irmã já era casada quando começamos a fazer o meu enxoval. Desta forma, um dos guarda roupas da casa foi destinado para me servir. Uau, este era o termo usado por mamãe. “Este guarda roupa vai servir para guardar o enxoval da Dilinha”. Também não fez muita diferença, o mais velho estava na marinha e o mais novo, caçando passarinho com os amigos pra mamãe fazer ensopado pra eles.  Nem sabia o que era enxoval e muito menos que eu iria casar?

O primeiro jogo de lençol como contei anteriormente, ocupou o primeiro espaço. Ali também guardei as primeiras toalhas de louças que minhas avós tinham me dado no aniversário de 13 e 14 anos. Surpresa quando mamãe me entregou, pois achava que ela já tinha usado. Quem em sã consciência poderia guardar toalhas de louça por quase 10 anos?  EU E MAMÃE

O tempo foi passando e Jair, o vendedor, agora nos atendia no estacionamento do Banco Bradesco, onde comecei a trabalhar aos 15 anos.  Eu, Geusa e Osmarina éramos clientes de carteirinha, afinal, era o que tinha de mais moderno para as moças que preparavam seu enxoval.

A cada namorado novo (comecei a namorar com 13, que horror?) eu já imaginava aquelas peças sendo usadas. Naquela época, a gente só imaginava mesmo, pois os namoros eram acompanhados dos pais, com dia e hora para sentarmos na sala. Já para sair, somente acompanhados, mas era o bastante pra sonhar com a casa toda arrumadinha, afinal eu fui criada para ser uma excelente dona de casa e uma esposa admirável.

Mais tarde, com dois guarda roupas sendo ocupados, eu amava 3 peças:

Um avental feito de crochê branco de fios finos, amarrado na cintura e bordado delicadamente com fios de seda. O avental era minúsculo.

Uma colcha de pele de coelho que eu consegui comprar com o meu dinheiro. Eu sei que vocês vão achar loucura, mas naquela época não tínhamos este sentimento de preservação que temos hoje. Era chiquérrimo ter uma colcha de pele. E eu queria ser chique ué!

A terceira peça, um jogo de banheiro, agora de pele de carneiro. Sinceramente, agora comecei a ficar com peso na consciência.      

Continua a saga do enxoval. Me acompanhem .

ivanacoluna

* Edla Zim é Graduada em Administração de empresas, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Possui Pós Graduação em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Atuou quase 40 anos no mercado, dos quais 30 anos na empresa Tracebel Energia. Mas foi na família, que Edla conquistou sua maior formação e transformação. Palestrante de diversos temas voltados ao comportamento humano, família, mulheres, empresas e jovens.  

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